{"id":11938,"date":"2018-08-02T10:06:21","date_gmt":"2018-08-02T13:06:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mscmed.com.br\/?p=11938"},"modified":"2025-05-08T18:15:36","modified_gmt":"2025-05-08T21:15:36","slug":"modos-de-falhas-de-placas-de-fixacao-interna-de-membros-superiores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mscmed.com.br\/en\/2018\/08\/02\/modos-de-falhas-de-placas-de-fixacao-interna-de-membros-superiores\/","title":{"rendered":"Modos de falhas de placas de fixa\u00e7\u00e3o interna de Membros Superiores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">As fraturas \u00f3sseas correspondem a 40% das inj\u00farias n\u00e3o fatais e 16,2 milh\u00f5es de casos ocorrem no mundo anualmente. Seu tratamento pode ser cir\u00fargico ou n\u00e3o cir\u00fargico, sendo a fixa\u00e7\u00e3o interna uma das principais op\u00e7\u00f5es de tratamento. Este processo de fixa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s do uso de implantes, principalmente placas, que permitem regenera\u00e7\u00e3o e osteoss\u00edntese.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">Placas anat\u00f4micas podem apresentar falhas por diversos motivos, e, em virtude disso, podem levar \u00e0 necessidade de cirurgias de revis\u00e3o. Isso traz problemas ao paciente e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, uma vez que tratam-se de procedimentos de alto custo. Tendo isso em vista, estudos foram desenvolvidos visando minimizar esses problemas ainda na fase pr\u00e9-cl\u00ednica de avalia\u00e7\u00e3o dos dispositivos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dentre os diversos modos de falhas em placas de fixa\u00e7\u00e3o interna e os s\u00edtios de fratura existentes, um <\/span><b>artigo <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">analisou as principais publica\u00e7\u00f5es e bases de dados a respeito e elencou as mais comuns. Dividimos em uma s\u00e9rie de posts visando abordar melhor cada regi\u00e3o de falha e suas causas.<\/span><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>MEMBROS SUPERIORES<\/b><\/h2>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Fraturas Proximais do \u00damero<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">Entre membros superiores, o \u00famero proximal \u00e9 o s\u00edtio de fratura onde mais ocorrem falhas de placas \u00f3sseas. As falhas mais presentes nesse tipo de fratura foram: <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>Extrus\u00e3o dos parafusos bloqueados e invas\u00e3o do espa\u00e7o articular por meio de perfura\u00e7\u00e3o incorreta do osso.<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-11940 size-full\" src=\"https:\/\/www.mscmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.mscmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/1.jpg 399w, https:\/\/www.mscmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/1-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">Esses tipos de falha acontecem majoritariamente por erros t\u00e9cnicos durante a cirurgia, como redu\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas ruins e principalmente indica\u00e7\u00f5es inadequadas de tratamento. O uso desmedido de placas de fixa\u00e7\u00e3o interna para fraturas de \u00famero proximal pode resultar em altas taxas de falha na redu\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, fraturas com luxa\u00e7\u00e3o, fragmenta\u00e7\u00e3o ou desconex\u00e3o da cabe\u00e7a umeral com o segmento metafiseal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">Deve-se ter aten\u00e7\u00e3o ao optar por este tratamento para os casos em que n\u00e3o se pode garantir a estabilidade da fratura e na vig\u00eancia de defici\u00eancias \u00f3sseas (como osteopenia ou necrose avascular). Isso se deve \u00e0 limita\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3prios projetos dos implantes. O mecanismo de bloqueio de alguns parafusos pode levar o cirurgi\u00e3o a superestimar a fixa\u00e7\u00e3o, gerando uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade daquele componente. Essa ilus\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria pode esconder uma fixa\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel e pass\u00edvel de colapso. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>Arrancamento do conjunto placa-parafusos da cabe\u00e7a umeral seguido de deslocamento da fratura em varo. <\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">Neste caso, pode-se atribuir as falhas a uma s\u00e9rie de erros t\u00e9cnicos, que incluem a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de bandas de tens\u00e3o sobre as tuberosidades, suporte medial inadequado devido aos parafusos que n\u00e3o alcan\u00e7aram o osso subcondral, e n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de enxertos \u00f3sseos na cominui\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o medial ou nos defeitos \u00f3sseos existentes.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Avalia\u00e7\u00e3o dos nossos especialistas<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">Nota-se que, dentro dos modos de falha observados em placas para membros superiores, neste e em outros artigos, n\u00e3o foram notadas falhas por ruptura em fadiga. Isso pode ser interpretado como esperado, visto que os membros superiores n\u00e3o s\u00e3o expostos a cargas c\u00edclicas devido a transmiss\u00e3o de carregamentos oriundos da marcha humana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">Sendo assim, os modos de falhas observados em placas posicionadas em membros superiores (\u00famero, r\u00e1dio, clav\u00edcula, entre outros) foram provenientes principalmente de quedas do paciente, de equ\u00edvocos ocorridos na cirurgia ou de falhas de projeto de roscas dos parafusos, que levaram a arrancamento ou extrus\u00e3o dos mesmos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">No pr\u00f3ximo artigo da s\u00e9rie veremos que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta para placas localizadas em membros inferiores. Falhas ocorridas no intraoperat\u00f3rio n\u00e3o foram computadas por esse trabalho.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Risk management<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em um sistema de Boas Pr\u00e1ticas para desenvolvimento e fabrica\u00e7\u00e3o de dispositivos m\u00e9dicos, \u00e9 necess\u00e1rio que seja implementado um sistema de gerenciamento de riscos. Dentro desse sistema, o levantamento das causas de falha mais comuns \u00e9 tido como um dos principais par\u00e2metros de entrada. Isso \u00e9 cobrado por diversas ag\u00eancias reguladoras, como por exemplo a ANVISA, que na RDC 56\/2001 (Requisitos Essenciais de Seguran\u00e7a e Efic\u00e1cia de Produtos para Sa\u00fade) atesta que o fabricante \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dever\u00e1 estabelecer, documentar e manter durante o ciclo de vida do produto, um processo cont\u00ednuo para identifica\u00e7\u00e3o das potenciais fontes de dano associados ao material de uso em sa\u00fade, estimando e avaliando os riscos associados\u201d<\/span><\/i><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">.<\/span> <\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Conte Conosco<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 12pt;\">A MSC MED auxilia diversos fabricantes, importadores, desenvolvedores e multinacionais do ramo de dispositivos m\u00e9dicos implant\u00e1veis para ortopedia no levantamento de potenciais riscos e no tratamento destes, por meio de protocolos de valida\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cl\u00ednica. Esse trabalho \u00e9 realizado com o objetivo de obter a aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9-mercado dos dispositivos no mercado brasileiro e internacional.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.mscmed.com.br\/en\/contato\/\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-11894 size-full\" src=\"https:\/\/www.mscmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Contato.png\" alt=\"\" width=\"571\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/www.mscmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Contato.png 571w, https:\/\/www.mscmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Contato-300x100.png 300w, https:\/\/www.mscmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Contato-570x190.png 570w\" sizes=\"(max-width: 571px) 100vw, 571px\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">ESPERIDI\u00c3O, Alexandre Batista et al. <\/span><b>MODOS DE FALHAS DE PLACAS ANAT\u00d4MICAS EM FRATURAS DE OSSOS LONGOS.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA BIOMEC\u00c2NICA, 6., 2018. \u00c1guas de Lind\u00f3ia: Abcm, 2018. <\/span><\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As fraturas \u00f3sseas correspondem a 40% das inj\u00farias n\u00e3o fatais e 16,2 milh\u00f5es de casos ocorrem no mundo anualmente. Seu tratamento pode ser cir\u00fargico ou n\u00e3o cir\u00fargico, sendo a fixa\u00e7\u00e3o interna uma das principais op\u00e7\u00f5es de tratamento. Este processo de fixa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s do uso de implantes, principalmente placas, que permitem regenera\u00e7\u00e3o e osteoss\u00edntese. Placas anat\u00f4micas podem apresentar falhas por diversos motivos, e, em virtude disso, podem levar \u00e0 necessidade de cirurgias de revis\u00e3o. Isso traz problemas ao paciente e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, uma vez que tratam-se de procedimentos de alto custo. Tendo isso em vista, estudos foram desenvolvidos visando minimizar esses problemas ainda na fase pr\u00e9-cl\u00ednica de avalia\u00e7\u00e3o dos dispositivos. Dentre os diversos modos de falhas em placas de fixa\u00e7\u00e3o interna e os s\u00edtios de fratura existentes, um artigo analisou as principais publica\u00e7\u00f5es e bases de dados a respeito e elencou as mais comuns. Dividimos em uma s\u00e9rie de posts visando abordar melhor cada regi\u00e3o de falha e suas causas. MEMBROS SUPERIORES Fraturas Proximais do \u00damero Entre membros superiores, o \u00famero proximal \u00e9 o s\u00edtio de fratura onde mais ocorrem falhas de placas \u00f3sseas. As falhas mais presentes nesse tipo de fratura foram: Extrus\u00e3o dos parafusos bloqueados e invas\u00e3o do espa\u00e7o articular por meio de perfura\u00e7\u00e3o incorreta do osso. Esses tipos de falha acontecem majoritariamente por erros t\u00e9cnicos durante a cirurgia, como redu\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas ruins e principalmente indica\u00e7\u00f5es inadequadas de tratamento. O uso desmedido de placas de fixa\u00e7\u00e3o interna para fraturas de \u00famero proximal pode resultar em altas taxas de falha na redu\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, fraturas com luxa\u00e7\u00e3o, fragmenta\u00e7\u00e3o ou desconex\u00e3o da cabe\u00e7a umeral com o segmento metafiseal. Deve-se ter aten\u00e7\u00e3o ao optar por este tratamento para os casos em que n\u00e3o se pode garantir a estabilidade da fratura e na vig\u00eancia de defici\u00eancias \u00f3sseas (como osteopenia ou necrose avascular). Isso se deve \u00e0 limita\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3prios projetos dos implantes. O mecanismo de bloqueio de alguns parafusos pode levar o cirurgi\u00e3o a superestimar a fixa\u00e7\u00e3o, gerando uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade daquele componente. Essa ilus\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria pode esconder uma fixa\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel e pass\u00edvel de colapso. Arrancamento do conjunto placa-parafusos da cabe\u00e7a umeral seguido de deslocamento da fratura em varo. Neste caso, pode-se atribuir as falhas a uma s\u00e9rie de erros t\u00e9cnicos, que incluem a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de bandas de tens\u00e3o sobre as tuberosidades, suporte medial inadequado devido aos parafusos que n\u00e3o alcan\u00e7aram o osso subcondral, e n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de enxertos \u00f3sseos na cominui\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o medial ou nos defeitos \u00f3sseos existentes. Avalia\u00e7\u00e3o dos nossos especialistas Nota-se que, dentro dos modos de falha observados em placas para membros superiores, neste e em outros artigos, n\u00e3o foram notadas falhas por ruptura em fadiga. Isso pode ser interpretado como esperado, visto que os membros superiores n\u00e3o s\u00e3o expostos a cargas c\u00edclicas devido a transmiss\u00e3o de carregamentos oriundos da marcha humana. Sendo assim, os modos de falhas observados em placas posicionadas em membros superiores (\u00famero, r\u00e1dio, clav\u00edcula, entre outros) foram provenientes principalmente de quedas do paciente, de equ\u00edvocos ocorridos na cirurgia ou de falhas de projeto de roscas dos parafusos, que levaram a arrancamento ou extrus\u00e3o dos mesmos. No pr\u00f3ximo artigo da s\u00e9rie veremos que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta para placas localizadas em membros inferiores. Falhas ocorridas no intraoperat\u00f3rio n\u00e3o foram computadas por esse trabalho. Gerenciamento de Riscos Em um sistema de Boas Pr\u00e1ticas para desenvolvimento e fabrica\u00e7\u00e3o de dispositivos m\u00e9dicos, \u00e9 necess\u00e1rio que seja implementado um sistema de gerenciamento de riscos. Dentro desse sistema, o levantamento das causas de falha mais comuns \u00e9 tido como um dos principais par\u00e2metros de entrada. Isso \u00e9 cobrado por diversas ag\u00eancias reguladoras, como por exemplo a ANVISA, que na RDC 56\/2001 (Requisitos Essenciais de Seguran\u00e7a e Efic\u00e1cia de Produtos para Sa\u00fade) atesta que o fabricante \u201cdever\u00e1 estabelecer, documentar e manter durante o ciclo de vida do produto, um processo cont\u00ednuo para identifica\u00e7\u00e3o das potenciais fontes de dano associados ao material de uso em sa\u00fade, estimando e avaliando os riscos associados\u201d. Conte Conosco A MSC MED auxilia diversos fabricantes, importadores, desenvolvedores e multinacionais do ramo de dispositivos m\u00e9dicos implant\u00e1veis para ortopedia no levantamento de potenciais riscos e no tratamento destes, por meio de protocolos de valida\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cl\u00ednica. Esse trabalho \u00e9 realizado com o objetivo de obter a aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9-mercado dos dispositivos no mercado brasileiro e internacional. Refer\u00eancia ESPERIDI\u00c3O, Alexandre Batista et al. MODOS DE FALHAS DE PLACAS ANAT\u00d4MICAS EM FRATURAS DE OSSOS LONGOS. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA BIOMEC\u00c2NICA, 6., 2018. \u00c1guas de Lind\u00f3ia: Abcm, 2018.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":11964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[220,216,47,223],"tags":[156,155],"class_list":["post-11938","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-implantes-e-produtos-cirurgicos","category-insights","category-normas-tecnicas","category-usabilidade","tag-eventos-adversos","tag-modos-de-falha"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Modos de falhas de placas de fixa\u00e7\u00e3o interna de Membros Superiores - MSC MED<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.mscmed.com.br\/en\/2018\/08\/02\/modos-de-falhas-de-placas-de-fixacao-interna-de-membros-superiores\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Modos de falhas de placas de fixa\u00e7\u00e3o interna de Membros Superiores - MSC MED\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"As fraturas \u00f3sseas correspondem a 40% das inj\u00farias n\u00e3o fatais e 16,2 milh\u00f5es de casos ocorrem no mundo anualmente. Seu tratamento pode ser cir\u00fargico ou n\u00e3o cir\u00fargico, sendo a fixa\u00e7\u00e3o interna uma das principais op\u00e7\u00f5es de tratamento. Este processo de fixa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s do uso de implantes, principalmente placas, que permitem regenera\u00e7\u00e3o e osteoss\u00edntese. Placas anat\u00f4micas podem apresentar falhas por diversos motivos, e, em virtude disso, podem levar \u00e0 necessidade de cirurgias de revis\u00e3o. Isso traz problemas ao paciente e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, uma vez que tratam-se de procedimentos de alto custo. Tendo isso em vista, estudos foram desenvolvidos visando minimizar esses problemas ainda na fase pr\u00e9-cl\u00ednica de avalia\u00e7\u00e3o dos dispositivos. Dentre os diversos modos de falhas em placas de fixa\u00e7\u00e3o interna e os s\u00edtios de fratura existentes, um artigo analisou as principais publica\u00e7\u00f5es e bases de dados a respeito e elencou as mais comuns. Dividimos em uma s\u00e9rie de posts visando abordar melhor cada regi\u00e3o de falha e suas causas. MEMBROS SUPERIORES Fraturas Proximais do \u00damero Entre membros superiores, o \u00famero proximal \u00e9 o s\u00edtio de fratura onde mais ocorrem falhas de placas \u00f3sseas. As falhas mais presentes nesse tipo de fratura foram: Extrus\u00e3o dos parafusos bloqueados e invas\u00e3o do espa\u00e7o articular por meio de perfura\u00e7\u00e3o incorreta do osso. Esses tipos de falha acontecem majoritariamente por erros t\u00e9cnicos durante a cirurgia, como redu\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas ruins e principalmente indica\u00e7\u00f5es inadequadas de tratamento. O uso desmedido de placas de fixa\u00e7\u00e3o interna para fraturas de \u00famero proximal pode resultar em altas taxas de falha na redu\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, fraturas com luxa\u00e7\u00e3o, fragmenta\u00e7\u00e3o ou desconex\u00e3o da cabe\u00e7a umeral com o segmento metafiseal. Deve-se ter aten\u00e7\u00e3o ao optar por este tratamento para os casos em que n\u00e3o se pode garantir a estabilidade da fratura e na vig\u00eancia de defici\u00eancias \u00f3sseas (como osteopenia ou necrose avascular). Isso se deve \u00e0 limita\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3prios projetos dos implantes. O mecanismo de bloqueio de alguns parafusos pode levar o cirurgi\u00e3o a superestimar a fixa\u00e7\u00e3o, gerando uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade daquele componente. Essa ilus\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria pode esconder uma fixa\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel e pass\u00edvel de colapso. Arrancamento do conjunto placa-parafusos da cabe\u00e7a umeral seguido de deslocamento da fratura em varo. Neste caso, pode-se atribuir as falhas a uma s\u00e9rie de erros t\u00e9cnicos, que incluem a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de bandas de tens\u00e3o sobre as tuberosidades, suporte medial inadequado devido aos parafusos que n\u00e3o alcan\u00e7aram o osso subcondral, e n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de enxertos \u00f3sseos na cominui\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o medial ou nos defeitos \u00f3sseos existentes. Avalia\u00e7\u00e3o dos nossos especialistas Nota-se que, dentro dos modos de falha observados em placas para membros superiores, neste e em outros artigos, n\u00e3o foram notadas falhas por ruptura em fadiga. Isso pode ser interpretado como esperado, visto que os membros superiores n\u00e3o s\u00e3o expostos a cargas c\u00edclicas devido a transmiss\u00e3o de carregamentos oriundos da marcha humana. Sendo assim, os modos de falhas observados em placas posicionadas em membros superiores (\u00famero, r\u00e1dio, clav\u00edcula, entre outros) foram provenientes principalmente de quedas do paciente, de equ\u00edvocos ocorridos na cirurgia ou de falhas de projeto de roscas dos parafusos, que levaram a arrancamento ou extrus\u00e3o dos mesmos. No pr\u00f3ximo artigo da s\u00e9rie veremos que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta para placas localizadas em membros inferiores. Falhas ocorridas no intraoperat\u00f3rio n\u00e3o foram computadas por esse trabalho. Gerenciamento de Riscos Em um sistema de Boas Pr\u00e1ticas para desenvolvimento e fabrica\u00e7\u00e3o de dispositivos m\u00e9dicos, \u00e9 necess\u00e1rio que seja implementado um sistema de gerenciamento de riscos. Dentro desse sistema, o levantamento das causas de falha mais comuns \u00e9 tido como um dos principais par\u00e2metros de entrada. Isso \u00e9 cobrado por diversas ag\u00eancias reguladoras, como por exemplo a ANVISA, que na RDC 56\/2001 (Requisitos Essenciais de Seguran\u00e7a e Efic\u00e1cia de Produtos para Sa\u00fade) atesta que o fabricante \u201cdever\u00e1 estabelecer, documentar e manter durante o ciclo de vida do produto, um processo cont\u00ednuo para identifica\u00e7\u00e3o das potenciais fontes de dano associados ao material de uso em sa\u00fade, estimando e avaliando os riscos associados\u201d. Conte Conosco A MSC MED auxilia diversos fabricantes, importadores, desenvolvedores e multinacionais do ramo de dispositivos m\u00e9dicos implant\u00e1veis para ortopedia no levantamento de potenciais riscos e no tratamento destes, por meio de protocolos de valida\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cl\u00ednica. Esse trabalho \u00e9 realizado com o objetivo de obter a aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9-mercado dos dispositivos no mercado brasileiro e internacional. Refer\u00eancia ESPERIDI\u00c3O, Alexandre Batista et al. MODOS DE FALHAS DE PLACAS ANAT\u00d4MICAS EM FRATURAS DE OSSOS LONGOS. 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Seu tratamento pode ser cir\u00fargico ou n\u00e3o cir\u00fargico, sendo a fixa\u00e7\u00e3o interna uma das principais op\u00e7\u00f5es de tratamento. Este processo de fixa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s do uso de implantes, principalmente placas, que permitem regenera\u00e7\u00e3o e osteoss\u00edntese. Placas anat\u00f4micas podem apresentar falhas por diversos motivos, e, em virtude disso, podem levar \u00e0 necessidade de cirurgias de revis\u00e3o. Isso traz problemas ao paciente e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, uma vez que tratam-se de procedimentos de alto custo. Tendo isso em vista, estudos foram desenvolvidos visando minimizar esses problemas ainda na fase pr\u00e9-cl\u00ednica de avalia\u00e7\u00e3o dos dispositivos. Dentre os diversos modos de falhas em placas de fixa\u00e7\u00e3o interna e os s\u00edtios de fratura existentes, um artigo analisou as principais publica\u00e7\u00f5es e bases de dados a respeito e elencou as mais comuns. Dividimos em uma s\u00e9rie de posts visando abordar melhor cada regi\u00e3o de falha e suas causas. MEMBROS SUPERIORES Fraturas Proximais do \u00damero Entre membros superiores, o \u00famero proximal \u00e9 o s\u00edtio de fratura onde mais ocorrem falhas de placas \u00f3sseas. As falhas mais presentes nesse tipo de fratura foram: Extrus\u00e3o dos parafusos bloqueados e invas\u00e3o do espa\u00e7o articular por meio de perfura\u00e7\u00e3o incorreta do osso. Esses tipos de falha acontecem majoritariamente por erros t\u00e9cnicos durante a cirurgia, como redu\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas ruins e principalmente indica\u00e7\u00f5es inadequadas de tratamento. O uso desmedido de placas de fixa\u00e7\u00e3o interna para fraturas de \u00famero proximal pode resultar em altas taxas de falha na redu\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, fraturas com luxa\u00e7\u00e3o, fragmenta\u00e7\u00e3o ou desconex\u00e3o da cabe\u00e7a umeral com o segmento metafiseal. Deve-se ter aten\u00e7\u00e3o ao optar por este tratamento para os casos em que n\u00e3o se pode garantir a estabilidade da fratura e na vig\u00eancia de defici\u00eancias \u00f3sseas (como osteopenia ou necrose avascular). Isso se deve \u00e0 limita\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3prios projetos dos implantes. O mecanismo de bloqueio de alguns parafusos pode levar o cirurgi\u00e3o a superestimar a fixa\u00e7\u00e3o, gerando uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade daquele componente. Essa ilus\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria pode esconder uma fixa\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel e pass\u00edvel de colapso. Arrancamento do conjunto placa-parafusos da cabe\u00e7a umeral seguido de deslocamento da fratura em varo. Neste caso, pode-se atribuir as falhas a uma s\u00e9rie de erros t\u00e9cnicos, que incluem a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de bandas de tens\u00e3o sobre as tuberosidades, suporte medial inadequado devido aos parafusos que n\u00e3o alcan\u00e7aram o osso subcondral, e n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de enxertos \u00f3sseos na cominui\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o medial ou nos defeitos \u00f3sseos existentes. Avalia\u00e7\u00e3o dos nossos especialistas Nota-se que, dentro dos modos de falha observados em placas para membros superiores, neste e em outros artigos, n\u00e3o foram notadas falhas por ruptura em fadiga. Isso pode ser interpretado como esperado, visto que os membros superiores n\u00e3o s\u00e3o expostos a cargas c\u00edclicas devido a transmiss\u00e3o de carregamentos oriundos da marcha humana. Sendo assim, os modos de falhas observados em placas posicionadas em membros superiores (\u00famero, r\u00e1dio, clav\u00edcula, entre outros) foram provenientes principalmente de quedas do paciente, de equ\u00edvocos ocorridos na cirurgia ou de falhas de projeto de roscas dos parafusos, que levaram a arrancamento ou extrus\u00e3o dos mesmos. No pr\u00f3ximo artigo da s\u00e9rie veremos que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta para placas localizadas em membros inferiores. Falhas ocorridas no intraoperat\u00f3rio n\u00e3o foram computadas por esse trabalho. Gerenciamento de Riscos Em um sistema de Boas Pr\u00e1ticas para desenvolvimento e fabrica\u00e7\u00e3o de dispositivos m\u00e9dicos, \u00e9 necess\u00e1rio que seja implementado um sistema de gerenciamento de riscos. Dentro desse sistema, o levantamento das causas de falha mais comuns \u00e9 tido como um dos principais par\u00e2metros de entrada. Isso \u00e9 cobrado por diversas ag\u00eancias reguladoras, como por exemplo a ANVISA, que na RDC 56\/2001 (Requisitos Essenciais de Seguran\u00e7a e Efic\u00e1cia de Produtos para Sa\u00fade) atesta que o fabricante \u201cdever\u00e1 estabelecer, documentar e manter durante o ciclo de vida do produto, um processo cont\u00ednuo para identifica\u00e7\u00e3o das potenciais fontes de dano associados ao material de uso em sa\u00fade, estimando e avaliando os riscos associados\u201d. Conte Conosco A MSC MED auxilia diversos fabricantes, importadores, desenvolvedores e multinacionais do ramo de dispositivos m\u00e9dicos implant\u00e1veis para ortopedia no levantamento de potenciais riscos e no tratamento destes, por meio de protocolos de valida\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cl\u00ednica. Esse trabalho \u00e9 realizado com o objetivo de obter a aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9-mercado dos dispositivos no mercado brasileiro e internacional. Refer\u00eancia ESPERIDI\u00c3O, Alexandre Batista et al. MODOS DE FALHAS DE PLACAS ANAT\u00d4MICAS EM FRATURAS DE OSSOS LONGOS. 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